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O Planejamento de demanda como fator estratégico de competitividade.

Atualmente a manufatura é ágil e totalmente responsiva, ou seja, a manufatura pode ser conceituada na sua totalidade atual como customizada e enxuta. E por esses motivos são caracterizados como os novos paradigmas que modificaram de forma sensível a formatação do PPCP e do planejamento demanda de uma empresa e/ou organização.

 

Todos os sistemas disponíveis que temos atualmente, lembrando que os mais comuns são denominados Sistemas de Ordens de Produção, estão intimamente vinculados aos paradigmas considerados na manufatura. 

 

De fato existem opiniões contrárias, principalmente as oriundas da lean manufacturing, que consideram a produção enxuta, como ferramenta estratégia de grande competitividade das empresas. Vale ainda ressaltar que a produção enxuta, está relacionada com a capacidade de planejar ações de curtos e médios prazos, com base na gestão da demanda.

 

"Devemos lembrar que a demanda, assim como a produção, também devem ser gerenciadas, porque poucas empresas são tão flexíveis, que possam, de forma eficiente, alterar substancialmente seus volumes de produção ou seu mix de um período a outro, de modo a atender as variações da demanda, principalmente no curto prazo".

 

As empresas, que têm como seus clientes uma relação de parcerias, podem como devem negociar a quantidade e a demanda por elas geradas, e assim melhor adaptá-las às suas possibilidades de produção. As empresas que não produzem itens de consumo podem exercer influência sobre a demanda por meio de um esforço de vendas.

 

Essa gestão tem como base cinco princípios bases:

  1. O exercício da previsão de demanda: é muito importante para a empresa utilizar todo o conhecimento do mercado, de clientes e de não clientes, para conseguir antecipar suas demandas futuras com razoável precisão;

  2. A influência sobre a demanda: além de tentar prever o comportamento da demanda, é fundamental que a empresa procure influenciá-la não só sobre a demanda já manifesta, mas também sobre a demanda que ainda vai acontecer, sugerindo antecipações de trabalhos no caso de folgas previstas da capacidade instalada, alocando, se necessário e conveniente, acréscimos de horas extras, terceirização, ou até mesmo contratação de mão-de-obra temporária ou efetiva; 

  3. O canal de comunicação com o mercado: normalmente o pessoal que mantém contato sistemático com os clientes está preocupado somente com suas atividades imediatas, vender ou assistir, desprezando uma função extremamente importante que é trazer informações do mercado para a empresa, de forma contínua e confiável;

  4. Habilidade de prometer prazos: o cumprimento deste prazo, o que eleva a confiabilidade da empresa perante o mercado, e para isso, a conscientização de seus funcionários e o bom uso de um PCP são fundamentais para o sucesso.

  5. Habilidade de priorização e alocação: o objetivo do PCP é criar condições para que a empresa consiga atender a toda a demanda dos clientes. Caso não seja possível, a empresa precisa decidir onde alocar seus recursos, quais clientes serão atendidos total ou parcialmente e quais terão que esperar.

"Desta forma podemos dizer que o gerenciamento da demanda que propicia as ligações com o mercado, de modo geral, e com os clientes em particular".

 

Assim, no gerenciamento da demanda que são reunidas informações do mercado, prevendo a demanda dos clientes e a dos não-clientes. É também por este canal que se comunica aos clientes as promessas de datas de entrega, confirmação e situação do andamento dos pedidos e possíveis avisos de modificações. O gerenciamento da demanda diz respeito também a identificação de todas as fontes de informações que de alguma maneira implicam na quantificação da necessidade da capacidade de produção.

 

Para que se possa ter uma pequena compreensão das questões relacionadas ao que foi dito acima, podemos dizer: o PCP convencional é aquele que é baseado para compra no ponto do pedido, e na ordem de produção, que é baseado na teoria do lote econômico.

 

Vale dizer que se hoje o conceito de PCP, passa a ser mais completo com acréscimo P (planejamento), resultando assim em PPCP e com isso a ter maior importância nas empresas, por: (1) o primeiro, o sistema oriental com base no Sistema Toyota de Produção, também chamado JIT, criado na década de 1970 por Taiichi Ohno, e desenvolvido desde então por vários colaboradores e disseminado por todo o mundo prioriza a produção sem desperdícios, não produzindo nada que não agregue valor ao produto; (2) o segundo, o sistema ocidental baseado nos conceitos desenvolvidos na década de 1960 por Joseph Orlichy, o MRP – um sistema que contempla o planejamento das necessidades de materiais para compra e produção no tempo certo, a partir do item pai, formado por dois ou mais itens filhos, da árvore do produto, onde estão mostradas as ligações entre filhos e pais e da lista de materiais.

 

"Devemos lembrar que a qualidade e a produtividade acompanham os avanços tecnológicos, proporcionando contínua diminuição de leads-time, de seus processos produtivos".

 

Sendo assim, este artigo teve como base procurar mostrar se os paradigmas acima estão presentes ou não na formatação do PPCP e o Planejamento de Demanda de uma manufatura enxuta.

 

Para o êxito do PPCP, há que se considerarem as atividades de apoio ao sistema e que podem ser divididas, de maneira geral, em três horizontes de tempo: longo, médio e curto prazo.

  1. longo prazo: o sistema é responsável pelo fornecimento de informações para a tomada de decisões sobre a capacidade adequada (incluindo equipamentos, prédios, fornecedores, etc.) para atingir as demandas futuras do mercado. Além disso, o planejamento de longo prazo é necessário para que a empresa forneça o conjunto apropriado de capacidade de recursos humanos, tecnologia e localizações geográficas para atender às necessidades futuras da empresa. No caso do planejamento de fornecedores, o longo prazo deve incluir o mesmo tipo de planejamento de capacidade usado internamente. Para empresas que terceirizam parte de sua produção, o planejamento da capacidade de seus fornecedores pode ser mais crucial do que o próprio, e também, a escolha do parceiro da terceirização deve considerar seus conhecimentos técnicos, nível de qualidade, recursos financeiros, localização e capacidade de produção e qualidade ajustando-os às reais condições do mercado futuro.

  2. médio prazo: a questão fundamental tratada pelo sistema de PPCP é combinar suprimento e demanda em termos de volume e mix de produtos. Embora isso seja verdade também no longo prazo, no médio, o foco está mais em prover a capacidade mínima de produção e materiais para atender às necessidades do cliente. Isso significa planejar as quantidades certas de material para chegar no tempo e no lugar certo, para suportar a produção e a distribuição de produtos. Também significa manter níveis mínimos apropriados de estoques de matérias-primas. Outro aspecto das atividades do médio prazo é dar aos clientes informações sobre prazos de entrega previstos e comunicar com antecedência aos fornecedores as quantidades e os prazos de entrega do que eles fornecem. O planejamento da capacidade pode requerer a determinação do nível de emprego, das possibilidades de horas extras, e de possíveis subcontratações.

  3. curto prazo: a programação de recursos é requerida para atender às necessidades de produção. Isso envolve tempo, pessoas, materiais, equipamentos e instalações. É fundamental para essa atividade que as pessoas trabalhem com eficácia. Enquanto as atividades diárias são realizadas, o sistema de PPCP deve acompanhar o uso de recursos e os resultados de execução para relatar o consumo de materiais, a utilização de mão-de-obra, a utilização de equipamentos, o atendimento de novos pedidos de clientes e outros importantes indicadores de desempenho da operação. Ainda, se houver mudança, gerada pelos clientes, um processamento errado ou outro qualquer motivo que cause alterações no que foi planejado e programado, o PPCP deve informar os gerentes, os clientes e os fornecedores sobre o ocorrido, e dar suporte para a solução do problema. Através desse processo, a comunicação entre todos os envolvidos sobre a situação existente deve ser constantemente mantida, incluindo sugestões para possíveis soluções e informações sobre as novas expectativas.

Por fim, para uma gerência eficaz da operação do PPCP como estratégia competitiva, alguns indicadores de desempenho precisam ser compilados. Dentre eles, está os produtos entregues, a utilização de equipamentos, os custos incorridos por setor, a utilização de mão de obra, etc. Também deve ser medida a satisfação dos clientes quanto à entrega em si, prazo, qualidade, informações econômicas, financeiras e físicas da operação. 

 

 

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