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Custos Logísticos de Transportes

November 12, 2018

O transporte rodoviário é o principal modal no Brasil e já não é novidade dizer que os custos logísticos envolvidos nessa operação são bastante elevados e que eles impactam muito o setor financeiro das empresas. No entanto, é válido apontar que esses custos podem ser otimizados. De acordo com o Plano de Transporte e Logística da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgado pelo Correio Braziliense, os custos com a logística nesse modal alcançam 11,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos Estados Unidos, o resultado é de 8,7%. Essa situação implica aumento do preço final das mercadorias, o que significa que, se os custos não forem bem gerenciados, o caixa da sua empresa vai sofrer os impactos negativos.

 

É por isso que este artigo mostrará os principais valores relacionados à logística no transporte rodoviário e algumas sugestões para otimizá-los por meio de processos e recursos facilitadores. Então, vamos lá?

 

Os principais custos logísticos no transporte rodoviário

 

Há diversos custos que impactam esse processo. Confira os mais importantes:

 

CUSTOS DE COLETA, TRANSFERÊNCIA E ENTREGA
 

São divididos em fixos e variáveis. Os primeiros não sofrem variação de acordo com a distância percorrida. Eles existem mesmo que o veículo fique parado e são calculados todos os meses. Alguns exemplos de custos fixos são: salário do motorista, licenciamento, reposição do veículo, seguro e remuneração do capital empatado.

 

Já os custos variáveis são aqueles que alteram conforme a quilometragem rodada. É o caso, por exemplo, dos acessórios, das peças de manutenção, dos lubrificantes, do combustível, das recauchutagens e dos pneus. O estado das rodovias também influencia nesse valor, como você pode ver no nosso infográfico.

 

DESPESAS INDIRETAS
 

São as despesas administrativas indiretamente relacionadas à operação do veículo. Variam de acordo com o volume de carga movimentada. Dividem-se em:

  • encargos e salários de colaboradores que não estão envolvidos diretamente com a produção: setores de vendas, administrativo e comercial, por exemplo;

  • despesas necessárias para o funcionamento empresarial, como é o caso de impostos, aluguel, entre outros.

  •  

CUSTOS RELACIONADOS AO VALOR
 

Referem-se à gestão do risco de avarias, acidentes e roubos. Dividem-se em dois grupos:

  • gerenciamento do risco de acidentes e avarias: é o chamado frete valor, que agrega uma quantia para o transporte de mercadorias e é composto por diferentes elementos, como administração de seguros, segurança interna, indenização por extravios, danos, perdas e riscos não cobertos por seguro;

  • custos de gerenciamento de risco de roubos (GRIS): estão relacionados à segurança da carga e incluem seguro facultativo, salários, investimentos (por exemplo: reposição de equipamentos e sistemas de rastreamento) e gastos operacionais (como escoltas e bilhetagem).

 
OUTROS CUSTOS
 

Relacionam-se às despesas que não estão ligadas ao volume ou ao peso da carga. Entre eles estão:

  • custo de permanência da carga: incide com a necessidade de armazenagem depois do quinto dia útil;

  • custo de cubagem: ocorre com cargas de baixo peso e lotam o veículo antes de atingir o limite máximo;

  • custo de devolução de mercadorias: é cobrado quando a mercadoria é devolvida ao destinatário;

  • re-entrega, segunda e terceira entregas: são custos que incidem a cada nova tentativa de repasse ao comprador;

  • custo de estadia do veículo: são gerados quando o caminhão fica parado por tempo maior que o esperado;

  • custo de administração da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz): são invisíveis e gerados devido aos procedimentos adotados. Os transportadores são ressarcidos pela Taxa de Administração da Sefaz (TAS);

  • custo de dificuldade de entrega: incidem quando o repasse ao consumidor é difícil;

  • custos de restrições ao trânsito: ocorrem quando há limitações à circulação dos veículos ou às atividades de carga e descarga.

O impacto dos custos logísticos no setor financeiro empresarial

 

 

 

É importante citar que o modal rodoviário é o mais utilizado no país, com 81,7% de preferência. Por isso, 40% dos representantes de empresas entrevistados na pesquisa acreditam que a melhoria das estradas é relevante para reduzir os impactos logísticos.

Mesmo assim, 69,1% dos entrevistados acreditam que as rodovias brasileiras são ruins. Além disso, os impostos, a corrupção e a infraestrutura inadequada são os principais elementos que reduzem a competitividade da logística no Brasil.

Além disso, a mão de obra trouxe impactos significativos para a composição do custo logístico. Para 62,4% das empresas, essa questão ocasiona um aumento extra para seus setores financeiros.

 

É importante deixar claro que o custo com a logística impacta de maneira mais significativa as empresas que dependem apenas do transporte rodoviário. Um dos motivos disso é a elevação do valor do óleo diesel.

 

A Otimização dos Custos Logísticos

 

O conhecimento sobre esse contexto evidencia a necessidade de pensar sobre a otimização dos custos relativos à logística. A ideia é reduzi-los e criar um plano de ação que possibilite aprimorar as diferentes etapas da cadeia de suprimentos.

Veja algumas ideias do que você pode fazer:

 

 

MAPEIE OS PROCESSOS
 

As rotinas produtivas devem ser padronizadas para que todos realizem o trabalho da mesma forma. Ao mapear os processos é possível analisar as sequências operacionais e adotar práticas eficientes, que evitem restrições e gargalos.

Essa avaliação ainda possibilita o redesenho do layout produtivo a fim de reduzir o tempo das atividades e otimizar o uso dos recursos. Lembre-se de revisar o planejamento com frequência, de buscar métodos para melhorar as tarefas e de incorporar as boas práticas à rotina.

 

AUTOMATIZE AS TAREFAS
 

A execução manual das tarefas pode ocasionar retrabalho e erros que levam ao aumento de gastos. Isso significa que as tarefas burocráticas e repetitivas impactam o preço final dos produtos, o que diminui a lucratividade e a competitividade da sua empresa.

A ideia da automatização é usar sistemas que executem as tarefas manuais com mais eficiência. Com isso, a equipe pode focar

atividades estratégicas.

 

USE SISTEMAS INTEGRADOS
 

Os softwares logísticos são bons aliados dos processos, pois concentram um grande volume de dados e permitem um monitoramento em tempo real. A consequência é uma informação mais qualificada e atualizada, que permite que o gestor tome decisões de modo mais preciso.

O sistema integrado evita que os dados fiquem duplicados e que haja perdas, desencontros e erros. Ele também aumenta a visibilidade e a eficiência das tarefas, por exemplo, facilita o controle de estoques, a previsão de demandas, o monitoramento de

indicativos de performance e o estudo das melhores rotas de distribuição.

 

TENHA UM BOM RELACIONAMENTO COM OS FORNECEDORES
 

Esses parceiros são fundamentais para que a empresa possa comercializar seus produtos com eficiência. Eles devem ter qualidade e garantir a entrega dos produtos no prazo e com o melhor custo-benefício.

Usar um sistema de e-procurement ajuda a realizar cotações, automatizar o fechamento de contratos e aprimorar as negociações. O bom relacionamento com os fornecedores também permite a conquista de outros benefícios — como descontos, melhores condições de pagamento e envios mais rápidos.

 

 

ADOTE BOAS ESTRATÉGIAS DE ARMAZENAGEM, DISTRIBUIÇÃO E CONTROLE DE ESTOQUES
 

A empresa deve equilibrar os itens disponíveis em estoque com a falta de materiais, que pode ocasionar a perda de vendas. Isso pode ser feito por meio da tecnologia e do monitoramento de indicadores — estes ajudarão a traçar as estratégias mais adequadas.

Com o cross docking, por exemplo, a empresa consegue trabalhar com o estoque mínimo, dispensando a necessidade de armazenagem. O resultado é a redução de custos e a implementação de um fluxo contínuo de produção.

 

Como você pôde perceber, as empresas sofrem com o impacto dos custos logísticos, mas é possível diminuí-los. 

 

 

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