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Para reduzir tempo de frete, Amazon lança novo programa de logística

O programa de fulfillment é direcionado para pequenas empresas que vendem através da Amazon no estado de São Paulo.

Foto: Divulgação Google

A Amazon trabalha junto com os parceiros para identificar quais seriam os produtos mais adequados para esse programa logístico, já que a Amazon cobra taxas de manuseio e entrega. Segundo Rafael Ferreira, o líder do programa FBA – Logística da Amazon: “Para o consumidor final, o grande benefício é a rapidez de entrega e o frete grátis. Para o parceiro, tira a operação logística para que ele se foque no que sabe fazer de melhor: comprar os melhores produtos e aumentar a conversão de vendas”


O parceiro da empresa envia os produtos para um centro de distribuição da Amazon, e eles cuidam do empacotamento e entrega do produto ao cliente final. O atendimento de pós-venda também é realizado pela empresa americana. Porém, o programa FBA- Logística da Amazon só funciona, por enquanto, com parceiros localizados no estado de São Paulo que operam sob o regime tributário do Simples Nacional, ou seja, é voltado para pequenas empresas que vendem através da Amazon.


Para parceiros de negócios que não utilizem o Simples Nacional, ou que não estão localizados no estado de São Paulo, a Amazon oferece o FBA Onsite. Neste modelo de logística, a empresa parceira mantém o seu estoque em seu próprio armazém e utiliza as ferramentas da Amazon para a gestão do inventário. Uma transportadora parceira da gigante americana se encarrega de coletar os produtos e realizar as entregas.


Buscando a facilidade para a distribuição dos seus produtos, em novembro a Amazon anunciou a abertura de mais três centros de distribuição no Brasil. Com as unidades em Minas Gerais (Betim), Distrito Federal (Santa Maria) e Rio Grande do Sul (Nova Santa Rita), a empresa aumenta para oito o número de centros de distribuição no país.


A companhia não revela o tempo de entrega que vai ter após o programa nem o tempo atual, mas dizem que já entregam em até dois dias em mais de 500 cidades do Brasil.


Neste ano a Amazon abriu no Brasil o seu marketplace para vendas de terceiros, inicialmente só para livros. Aos poucos a empresa foi incorporando outras categorias e hoje já vende roupas, brinquedos, eletrodomésticos e até jogos. Deste 2017 o Marketplace é responsável por metade das vendas da Amazon em todo mundo, e a empresa busca sempre inovar para conseguir melhores números.


Devido ao coronavírus, o e-commerce teve um enorme crescimento ao redor do mundo, e não foi diferente no Brasil. Até agosto deste ano o Brasil havia faturado 41,92 bilhões de reais. No ano passado inteiro, o faturamento foi de 75,1 bilhões. Esses dados foram apresentados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Movimento Compre&Confie.


Com o valor de mercado de 1,57 trilhões de dólares, a empresa viu o valor de suas ações crescer 54% no ano em meio a pandemia do coronavírus. A empresa americana agora detém de 43% a 45% do comércio eletrônico dos Estados Unidos, e no terceiro trimestre desde ano teve uma receita de 96,1 bilhões de dólares – no ano passado esse valor foi de 70 bilhões.

 

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